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As datas no ensino da História

por MCN, em 27.11.09
Transcrito de De Rerum Natura.

O sociólogo, escritor e jornalista Francesco Alberoni (na foto) publicou a 2 de Novembro no Corriere della Sera uma crítica ao ensino italiano, cuja versão portuguesa saiu no dia 10 de Novembro no jornal "I". Vale a pena republicá-lo aqui:

"Nos últimos 40 anos, os pedagogos quase destruíram as bases do pensamento racional e os fundamentos da nossa civilização. E fizeram-no com a ajuda de uma única decisão: eliminando as datas, acabando com a obrigatoriedade de apresentar os factos por ordem cronológica. Agora é normal ouvir dizer que Manzoni viveu no século XVI. Não há razões para espanto porque na escola já não se ensinam os acontecimentos pela respectiva ordem temporal, dizendo, por exemplo, que Alexandre Magno viveu antes de César, que, por sua vez, viveu antes de Carlos Magno, e só depois vem Dante e, em seguida, Cristóvão Colombo.
Esta pedagogia foi importada dos Estados Unidos, um país sem história que tenta anular as raízes históricas dos seus habitantes para que se tornem cidadãos norte-americanos. Aplicá-la a Itália, produto de uma estratificação histórica com três mil anos, e ao resto da Europa, que tem raízes culturais gregas, romano e judaico-cristãs, é equivalente a destruir-lhes a identidade. Ao contrário de nós, as civilizações islâmica e chinesa estudam obstinadamente a sua história, para se conhecerem melhor e se reforçarem.
Perder a capacidade de ordenar cronologicamente os acontecimentos significa igualmente perder a identidade pessoal. Quando perguntamos a alguém "Quem és?", essa pessoa conta-nos o que fez e o que faz nesse momento. Quando procuramos trabalho, apresentamos o nosso currículo. Quando nos apaixonamos, contamos a nossa vida à pessoa que amamos. Hoje vemos muita gente que já não sabe ordenar aquilo que viveu e vê o passado apenas como uma sucessão caótica de acontecimentos.
A desordem no pensamento reflecte-se na língua. A escola já não ensina gramática, análise cronológica ou consecutio temporum. Há quem não distinga o passado próximo do passado remoto, quem não perceba a lógica do conjuntivo e do condicional e alguns confundem até o presente com o futuro. É a desagregação mental, a demência.
Cara ministra Gelmini, peço-lhe que me dê ouvidos e afaste todos os pedagogos desta corrente nefasta. E depois, por favor, obrigue todos os professores a fazerem um curso de História com datas e um curso de Gramática. Finalmente, mande instalar em todas as salas de aula um grande cartaz horizontal onde estão assinalados, por ordem cronológica, todos os episódios significativos da história, para que os nossos jovens possam habituar-se à sucessão temporal. Uma muleta para o cérebro."



Francesco Alberoni


ArtemInvenite Manuel de Castro Nunes disse...



Bem, não me parece que o sociólogo Alberoni tenha uma exacta noção da sucessão dos momentos cruciais do pensamento pedagógico e da epistemologia da História nas últimas décadas, talvez por andar ainda a meio do Império Romano na sua saga de fixar datas. Quer-me parecer que, quando concluir essa tarefa, passará a decorar enciclopédias.
Este é o tipo de intervenção que se começa a encravar como uma cunha no espaço exíguo que resta entre o jornalismo trivial e a divulgação social da cultura e da ciência.
Com ou sem datas, a História é uma narrativa que tenta ordenar uma sucessão, ou sobreposição caótica de «acontecimentos».
É óbvio também que não foram os pedagogos quem erradicou a predominante relevância das datas da História. Foi o pensamento epistemológico e a «praxis» da disciplina, histórica, que formularam a ideia de que havia mais para lá dos acontecimentos e da sua sucessão. A Sociologia, bem como a Antropologia Cultural dariam a estas transformações um sólido contributo doutrinal.
Porque escolas terá andado Alberoni? Será que adormeceu há sessenta anos e acordou agora?
E, porventura acordou em Roma com toda a gente à volta a falar inglês. Então pensou: aí vêm os americanos tomar conta da nossa escola.
Por amor de Deus! O estruturalismo é bem europeu... As mais profundas correntes pedagógicas da segunda metade do Século XX também, algumas americanas, mas mais do Sul.
Pelos jornais vai-se dizendo cada uma... O que vale é que já poucos os lêem. Agora vê-se mais televisão.

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publicado às 09:31

...

por MCN, em 24.11.09


Hoje estive a rever algumas fotogradias recetes.
Encontrei isto.
Depois fui ver-me ao espelho.
Por favorm, intenem-me!



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publicado às 08:46

O homem que fazia colheres de pau.

por MCN, em 18.11.09
O estado da Nação.



O homem que fazia colheres de pau.


Dois sujeitos encontram-se circunstancialmente numa taberna e chegam à fala.


Em certo ponto da conversa vadia, pergunta um:


- E o que é que tu fazes.


- Colheres de pau.


- Colheres de pau?


- Nem mais, colheres de pau.


- E para que servem?


- Hoje em dia, para nada. Agora fazem-nas em plástico.


- Então porque continuas a fazê-las em pau?


- Ora, qualquer dia o plástico acaba-se. As árvores também, deixará de haver pau. Mas já tenho as colheres feitas. É só esperar…


- És esperto, compadre… Mas o que acabará primeiro, o plástico ou tu? Já tens… sessenta anos… não?

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publicado às 14:43

Vamos ver-nos ao espelho

por MCN, em 15.11.09
A Profesora Alicia Canto em Archport.


El próximo lunes 23 de noviembre a las 7 pm, en la sede madrileña de la Fundación Carlos de Amberes (c/ Claudio Coello, 99, 28006), tendrá lugar la presentación de un nuevo libro (editado por Akal) del Prof. J.C. Bermejo Barrera, catedrático de Historia Antigua de la Universidad de Santiago de Compostela, desde sus tradicionales reflexiones críticas.



Algunos de los que nos cocemos vivos en el caldo muchas veces hirviente e irrespirable de esta institución, que ha usado de la famosa "autonomía universitaria" para convertirse en un carísimas taifas que se miran complacidas el ombligo a pesar del lamentable lugar que ocupan en los ránkings internacionales, que están llenas de reguli/regulae rodead@s y protegidos por sus cohortes de devoti, como era lo natural que ocurriera tras leyes que desde 1983 han permitido llegar al 85% de endogamia (hace poco he sabido de dos nuevos casos del área de Arqueología en los que el/la mejor candidat@ objetiv@ a una plaza ha sido discrecionalmente fulminado por los "padroni" del candidat@ local), y donde la libertad de pensamiento o el exceso/calidad de la actividad científica de otros se ven como amenazas, no podremos estar más de acuerdo con las reflexiones que contiene este libro, que en parte es una recopilación de sus recientes trabajos parciales sobre el tema, escritos por uno de los pocos "críticos de plantilla" que tenemos en España:


La fábrica de la ignorancia. La universidad del 'como si'


Sinopsis


Suele creerse, y así debería ser, que la universidad es una institución destinada a producir las diferentes clases de saberes, en la que unas personas inteligentes, desinteresadas y dotadas de espíritu crítico desempeñan su labor. La realidad está muy alejada de esta imagen. En los últimos treinta años, las universidades españolas han crecido desmesuradamente sin planificación alguna, al tiempo que recibían cuantiosos medios y comenzaban a producir conocimiento de modo similar a las de los países más desarrollados. No obstante, se ha desembocado en un estrepitoso fracaso y una caótica situación que las ha llevado a ser prácticamente irreformables. Sus sistemas de gobierno, concebidos como mímesis del gobierno de una nación, la multiplicación de centros y la descoordinación absoluta entre las diecisiete autonomías han permitido el secuestro de la universidad por parte de sus profesores y de su personal administrativo. Apelando a modelos políticos y sindicales sólo aparentemente democráticos, se ha logrado anular el espíritu crítico con el fin de poderlas controlar para beneficio de los intereses corporativos y convertir la búsqueda del conocimiento en una enloquecida carrera burocrática en la que todos hablan de lo que no son, en la que nadie cree lo que nadie dice, y en la que su distancia con el mundo real crece a una velocidad de vértigo.


Prólogo: Conócete a ti mismo


Introducción: Oligarquía y caciquismo en la Universidad española


I. La imaginación al poder y la política de la imaginación


II. Usted no sabe con quién está hablando! O cómo la configuración de la universidad como un teatro político consiguió mantener viva la esencia del franquismo


III. El proceso de Bolonia, o cómo cuadricular el caos


IV. ¿En qué creen los profesores y por qué es tan fácil manipularlos?


V. La paradoja de la publicación


VI. Un galimatías económico: el capitalismo imaginario y la génesis de las oligarquías académicas


VII. El funcionario mediocre y el futuro de la universidad española


Bibliografía




El libro en la web de la USC (con el prólogo): Fírgoa es uno de los más interesantes "espacios comunitarios" de una universidad española, lleno de información, comentarios (véanse ambas barras laterales) y novedades del ámbito académico.


Polémica por la absurda censura que el CSIC hizo (mayo de 2008) a un artículo de Bemejo en Arbor (fue retirado "cautelarmente" cuando ya estaba publicado, en papel y en Internet).


Otros artículos de opinión del mismo autor (recomiendo ?El funcionario mediocre y el futuro de la universidad española?)


Añado algo más sobre el poco conocido problema de la endogamia universitaria en España (a la hora de, como le ocurre a gran parte de la sociedad, creerse sin más lo que le cuentan, o respetar indiscriminadamente a sus miembros), y que es un fenómeno que está en la base de muchos problemas denunciados:


El 70% del profesorado titular universitario obtiene su plaza como único candidato (estudio del CSIC, 2006)


"... La mínima competencia por las plazas y la falta de movilidad exterior de los profesores titulares son para los autores los datos más alarmantes de la encuesta. Respecto al acceso, subrayan que el 70% de los titulares ganó su oposición sin competencia, que el 56% se presentaba por primera vez, o que el 71% se había doctorado en el mismo centro donde obtuvo la plaza... En cuanto a la falta de movilidad internacional, es un déficit que se repite a lo largo de todas las etapas de la carrera académica. Así, el 56% de los encuestados no había realizado ninguna estancia en el extranjero durante su etapa posdoctoral (entre la presentación de la tesis y la obtención de la plaza). Tras alcanzar el estatus de funcionario, la movilidad desciende aún más, y son el 80% los que no realizan estancias en el extranjero..."

(Aunque el CSIC, cuyos tribunales, desde el franquismo, siguen siendo nombrados a dedo en su totalidad -como ahora ya también los de la Universidad, tras la "reforma" del presente gobierno-, no puede dar lecciones de endogamia a nadie).


El Pacto de Estado por la Ciencia, los mandarines y los otros (art. en El País, 2004):

"... En la segunda quincena de septiembre de 2002 se celebró, en la Facultad de Ciencias Matemáticas de la Universidad Complutense de Madrid, el I Congreso sobre Corrupción en la Universidad Pública Española. Cien profesores de distintas universidades públicas debatieron los problemas que afectan a estas instituciones: endogamia, prevaricaciones, exclusión de profesores independientes o que se niegan a participar en la corrupción, etcétera. Las actas de este Congreso constituyen una verdadera crónica de horrores. En el Manifiesto se afirma: "Ninguna de nuestras universidades forma parte de las cien mejores del mundo en resultados de investigación". Evidente...."


Crónicas del


Primer Congreso Nacional sobre la Corrupción en la Universidad Pública Española (Alcalá de Henares, 2002)


Segundo congreso sobre la corrupción y el acoso en la universidad pública (Madrid, octubre de 2006).


Tercer congreso sobre la corrupción y el acoso en la universidad pública (Madrid, 17-18 de octubre de 2008)


Plataforma contra la corrupción y el acoso en la universidad pública (permanente, con abundantes casos prácticos, y eso que la inmensa mayoría no se denuncian).


En fin, para qué seguir. Remito a estas más de 21000 entradas en Google sobre el tema.


Como he escrito otras veces, desde los tiempos de don Santiago Ramón y Cajal, quien hace más de un siglo ya dijo que la mala calidad del profesorado era la principal culpable de los fallos en la calidad investigadora y docente españolas, no ha habido gobierno de ningún color que se haya atrevido a "meter el bisturí" (como decía aquel sabio) a la Universidad, y su proliferación (desde las CCAA: 1978) y autonomía (1983...) no han hecho más que empeorar el problema y dificultar su solución. Así que los resultados no pueden ser otros, ni mejores. Pero al menos debemos ser conscientes de ello.


Saludos, A. C.

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publicado às 05:05

A propósito da peregrina ideia de supressão do Museu Nacional de Arqueologia



Bem, não há ideia que, do ponto de vista doutrinário, não seja válida como proposta de reflexão e ponderação. E se não houver ideias novas, mesmo que venhamos a verificar que não têm nem tinham qualquer sentido ou oportunidade, ficaremos circunscritos às velhas, que foram, no acto e tempo da sua formulação, novas.


Vem isto a propósito do retomar da questão no âmbito de uma troca de intervenções em archport a propósito da forma como se encontram expostos os monumentos epigráficos recolhidos no Museu de Idanha.


Não sendo esse o propósito desta breve intervenção, devo exprimir o meu apoio à ideia de destacar, através de pintura da cavidade de incisão dos caracteres, o texto. Nem compreendo que critério pressupostamente fundamentalista o impediria. Acrescentaria que na época da sua execução as cavidades incisas correspondentes aos caracteres deviam ser, em muitos dos casos, preenchidas com betume, colorido com pigmentos, metodologia a que se recorreria nos séculos XVI, XVII e XVIII. Mas esta é outra questão para outra oportunidade.


Porque a matéria extravagou para outra, a da supressão do Museu Nacional de Arqueologia. Cerca de um mês após se saber que o seu actual Director fora reconduzido no cargo. Pelo que o assunto parece assumir duas vertentes.


Uma, política e circunstancial, relaciona-se, do meu ponto de vista, com efemeridades políticas. Seja: uma vez reconduzido no cargo um dos mais acérrimos opositores à desinstalação do Museu da sua actual sede, sem um consistente programa de reinstalação, pois então suprima-se, fica o assunto arrumado, com os espólios empacotados na Cordoaria, à espera que os museus regionais e locais, na maioria moribundos, os possam realojar.


Outra vertente entronca numa doutrina muito antiga, que reflecte sobre a oportunidade e o sentido dos museus nacionais.


E esta questão, sim, tem toda a legitimidade, como proposta de reflexão capaz de produzir novas doutrinas e práticas no domínio da museologia e da gestão dos equipamentos museológicos.


Pretendo contribuir de forma estruturada para o desenvolvimento do tema. E fá-lo-ei estruturado por dois tópicos:


A reinstalação do Museu Nacional de Arqueologia não pressupõe necessariamente a alienação do espaço de referência onde permanece instalado desde 1906, aberto ao público, desde 1900, afectação do edifício. Pressupõe a afectação de novas instalações operacionais que lhe permitam desempenhar e reforçar o seu papel.


O Museu Nacional de Arqueologia não vale pelos espólios que alberga. Vale como instituição, como referência indelével e axial na História da Arqueologia em Portugal. Como já o afirmei, é património cultural material e imaterial. Como símbolo e insígnia, a ocupação do seu domínio no Mosteiro dos Jerónimos deve ser considerado património imaterial da História da Arqueologia em Portugal.


Que o Museu Nacional de Arqueologia não devia ser o único e singular repositório não só de espólios materiais, mas também de referências imateriais, está subjacente a um processo de diligências e medidas concretas que se consubstanciam entre os anos de 1971 e 2001.


O Museu Nacional de Arqueologia não é necessariamente um agressor dos anseios de uma consistente musealização de proximidade, que refira a cultura arqueológica aos seus tópicos de referência e procedência. Só o reforço programado e consistente da rede nacional de museus permitirá, no futuro, redefinir o papel insubstituível do Museu Nacional de Arqueologia.

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publicado às 09:18

Quem manda calar quem?

por MCN, em 05.11.09
Quem manda calar quem?




Ontem de manhã, 4 de Outubro, poucos minutos após fazer um breve comentário sobre o programa RADIO-PAST do Professor Frank Vermeulen, CIDEUHS, EU, em archport,, recebi no meu mail uma mensagem, de resto similar a tantas outras, mais insultuosas e por vezes ameaçadoras, expedida por um anónimo.


Resolvi endereçá-la para archport, para que os demais participantes do fórum pudessem ajuizar sobre a disparatada interpretação, do meu ponto de vista, que alguns fazem do papel e âmbito do fórum. Arriscar-me-ia, como é óbvio, a que a comunidade em uníssono me mandasse calar.


Bem, mas enquanto não me mandarem calar, eu não me calo. Quem me pode mandar calar é a Administração de archport, cancelando a minha inscrição. E não fará mais do que usar das suas prerrogativas.


Mas fiquei a interrogar-me. Quem manda calar quem? E por que razão tanta gente me interpela para que me cale?


Revi então a minha lista de intervenções em archport, comparando-as com a maioria das restantes. E não enxergo razão para que me mandem calar. A quem estarei a incomodar?


A única razão apontada, até agora, é a de que eu redijo em muito bom Português. E tal incomoda aos que não o compreendem.


Eu não acho que redija em tão bom Português. Mas seria aprovado se passasse a redigir em Chinês? Ou Inglês, simplesmente? Não. Passariam então a reclamar que redigia em mau Inglês.


Mas talvez o argumento seja simulado. Quem poderia ficar tão incomodado com a divulgação da novidade de que, entre nós, já existem equipamentos e dispositivos da mais avançada operacionalidade para proceder a uma exaustiva avaliação não intrusiva do potencial arqueológico de um local? Ou com outras matérias?


Vai-me dando ânimo o facto de o número daqueles que me vão interpelando para que continue, exceder largamente o dos que me mandam calar.


A não ser que alguns tenham vontade e fiquem calados.


Sou um velho republicano democrata. Se a maioria me mandar explicitamente calar em archport eu vou apregoar para o Rossio. E aí sim, posso falar em Português, Chinês ou Inglês, porque ninguém me ouve, passarão todos com muita pressa.

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publicado às 09:30

Claude Levy-Strauss

por MCN, em 04.11.09
Claude Levy-Strauss



Um dos meus irmãos licenciou-se em Antropologia na FCH da UNL. Costumava e costuma contar um episódio agora oportuno.


Um belo dia um dos seus professores, iniciou a primeira aula da manhã com um comentário esfuziante.


- Caros amigos, durante a última semana estive a ler um livro que vos recomendo vivamente. Li em Francês, o título em Português será…, deixa cá ver Alfredo… deixa cá ver Alfredo… Tristes Trópicos. Notável. E o autor é um antropólogo pouco divulgado, Claude Levy-Strauss. Atenção, não é o das valsas.


Os alunos, atónitos com o inesperado, olhavam uns para os outros para perceberem quem iria replicar. Ninguém o fez.


E durante o intervalo seguinte a única interrogação que se colocavam uns aos outros era:


- Será que ele está mesmo certo de que não é o das valsas?


Resta assinalar que estávamos em 1980 ou 81.


Tenho a certeza de que o excelso professor, surpreendido ontem pela notícia do seu falecimento, estará a pensar:


- Já ouvi falar deste sujeito…

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publicado às 15:02